Terra Americana é um romance de Jeanine Cummins que nos irá falar da fuga de uma mãe e um filho às atrocidades de um cartel de droga.

A Breve História da Menina Eterna

Terra Americana conta-nos a história de Lydia e Luca, mãe e filho, que no decorrer de uma festa de aniversário de um familiar, deparam-se com o massacre de todos os seus familiares.

Este acontecimento teve por detrás “assuntos” ligados a um cartel de droga do México, sendo que o assassinato de todas estas pessoas resultou de uma forma deste cartel ajustar as contas com esta família.

Lydia e Luca conseguem esconder-se e por isso sobrevivem ao acontecimento que acabou com a vida de todos aqueles que eles amavam. Como não estavam em segurança ao ficar a residir no mesmo espaço, decidem partir e ir de encontro aos EUA de forma a eliminarem nas suas vidas toda a influência e  perseguição do cartel.

A premissa do livro é esta – a fuga para os Estados Unidos da América, e daqui surge uma grande aventura que nos vai fazer suster a respiração muitas vezes ao longo do livro.

A estes dois irão juntar-se outras personagens que vivem a mesma necessidade de fuga – estando ou não associados a perseguições dos carteis.

A fuga dos nossos protagonistas vai mostrar-se muito complicada, porque esta mãe irá fazer tudo o que não tinha imaginado para proteger a vida do seu filho, irá andar com uma faca no tornozelo, irá desconfiar de todos, irá saltar para um comboio em andamento, entre outros acontecimentos que nos farão acompanhar esta fuga com bastante ansiedade.

Quanto à minha experiência de leitura tenho vindo a referir que senti angústia e frustração, isto porque todo o livro é narrado de forma bastante descritiva e coloca-nos a visualizar todo este sentimento que os protagonistas estão a presenciar.

É um livro extremamente duro e de difícil digestão, porque apesar de não retratar nenhum caso verídico a autora pretendeu descortinar a migração para os EUA a partir do México.

Achei fantástica a evolução que se deu nas personagens devido a toda esta situação, o Luca, que era um menino mimado e com algumas necessidades de atenção, cresceu em dias o que deveria crescer em anos e tornou-se a fonte de energia para superar toda esta situação.

A Lydia retratou o poder que uma mãe tem para cuidar e proteger um filho. Sentimos por ela uma empatia imensa que duvido vir a esquecer-me desta personagem.

Apesar de o livro ser duro e de ter necessitado de tempo para respirar e digerir tudo o que estava a acontecer, adorei o enredo e cada parte desta obra. Foi uma leitura excelente.

Esta obra, na minha opinião, deve ser lida mas num momento em que o leitor se sinta descontraído para poder saborear a história sem ficar deprimido.

Boa leitura e boas reflexões!

youtube.com/c/abrirolivro/

Fátima Costa

Fátima Costa

Educadora Social, desportista por hobby e leitora por paixão.

Este é um espaço de partilha de opinião acerca das leituras que realizei e que tem como objetivo a estimulação da vossa leitura.

Fátima Costa

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